Livros que me ajudaram a passar pela fossa.

Tem uma música que diz;

” Todo mundo passa e quem nunca passou, vai passar…”

a música fala sobre uma igreja. Mas eu sempre penso na maravilhosa dor de cotovelo.

Todo mundo já teve uma fossa das brabas. Aquelas tipo a da Bela Swan quando o Edwart vai embora e ela fica lá, sentada em frente a janela por meses…

Você não come, não dorme, só ouve músicas deprê, vê filmes clichês, chora o dia inteiro e quando seus amigos conseguem o feito de te arrastar pra vida , você toma um porre e só fala da (o) ex.

Essa fase do luto é super bem vinda e necessária. Por que quando você se libertar, vai se libertar de uma vez por todas.

Não é vergonha pra ninguém ficar triste porque, como eu disse quando usei o exemplo da música, todo mundo já sofreu por isso.

Por mais que doa muito, e dói e pareça que essa dor nunca vai sumir, ela some. E ai você percebe novos sorrisos, outros perfumes , novos olhares e nem vai se lembrar mais da criatura que te magoou, ou quando lembrar, vai ser de forma natural, sem aquele turbilhão de emoções e sentimentos que fazem seu estomago embrulhar.

De repente, todos os meus amigos ficaram solteiros e isso é um tanto quanto assustador. E você tenta dar colo e assistência a cada um, mas isso fica um pouco difícil quando todos eles resolvem terminar os relacionamentos ao mesmo tempo.

Quando eu passei pela minha fossa maligna a um pouco mais de 6 anos, eu tomei um belo porre de vinho, como se bebendo aquilo desesperadamente, eu podia engolir o meu coração junto e ai iria parar de doer. Não parou… E ainda tive uma bela dor de cabeça, mas também tive um café bem quentinho e um pai maravilhoso que sentou comigo e me disse que aquela dor iria passar e que eu tinha que fazer algo que eu gostasse muito pra desviar os meus pensamentos. E foi ai que eu achei a melhor válvula de escape para corações partidos.

Li três livros em diferentes fases da minha fossa e cada um contribuiu de um jeito único para a minha vida e sinto que viramos amigos, esses livros e eu. Toda vez que um amigo ou familiar passa por isso eu sempre sugiro um bom café e esses livros e têm dado certo. e acho que tem dado certo, já que a minha tia, depois que se separou e leu minhas indicações, até tatuou a frase de um deles como superação por ter sobrevivido a uma traição.

Então vou dividir com vocês e dedicar a cada um dos meus amigos que estão passando por essa situação.

Fora de mim.

Martha Medeiros

Fora_de_mim

Só para constar, eu amo essa mulher. Esse livro eu lí no auge do sofrimento e a personagem principal também estava bem nessa vibe.

Fora de mim foi lançado em 2010 pela Editora Objetiva ( http://www.objetiva.com.br/ )

E é incrível! Sabe aquele livro que fala com você? Que descreve exatamente o que você está sentindo? Que você tem vontade de abraçar a personagem principal e dizer ” eu sei, eu sei o que é, tá doendo né? Eu te entendo… Vamos fazer brigadeiro e conversar sobre a vida.)

Esse é o livro! Não vou mencionar aqui o quando Martha é maravilhosa, porque ela é. Mas vou dizer que esse livro tem tanta emoção em cada página dele, tanto sentimento que é exatamente como se você tivesse uma amiga passando pela mesma situação que você e vocês se ajudassem e você não se sente mais sozinha.

lembro que quando eu terminei de ler esse livro, eu tava livre da dor, mas foi como dar adeus a uma amiga e todas as vezes em que eu pego ele na estante é como se eu reencontrasse essa amiga e dissesse: E ai garota, como tem passado?

Ele descreve cada etapa dos dias cinzas e a melhor parte é que você se sente acolhida.

O ontem e o anteontem empalideceram, se transformaram num acontecimento episódico, viraram apenas alguns capítulos da nossa história: ninguém mais amava ninguém.

Comer, rezar e Amar

Elizabeth Gilbert

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Foi lançado em 2008 e distribuído no Brasil pela  editora objetiva.  Fez tanto sucesso no mundo que em 2010 ganhou uma adaptação para os cinemas e o Best- seller , virou líder de bilheteria.

Comer, Rezar e Amar  ( Eat, Pray, Love),  é a históra da própria autora do livro, sobre o seu ano sabático , quando largou tudo após pedir o divórcio e resolveu viajar pelo mundo, fazendo tudo que sempre quis fazer.

Cada país pelo qual  viaja ela  recebe um novo aprendizado o qual divide com o leitor e foi assim que viajei pelo mundo com Liz.

Itália é o comer ( óbvio), onde Liz se dá ao prazer de experimentar uma das melhores culinárias do mundo, e ela realmente se dedica a isso, explorar cada novo sabor, entender o cuidado que é feito no preparo da comida.

Índia é o rezar e é onde Liz procura Deus, busca sua espiritualidade , a paz interior que tantas vezes nos é tirada pelos outros.

e por fim, a Indonésia, que é o amar, onde Liz se encontra por fim.

Esse livro também fala de fases, mas fala muito mais de estar bem com si mesmo.  Como podemos fazer alguém feliz, ou estar feliz ou até mesmo se entregar a uma relação, se não estamos em paz com nós mesmos.

Com esse livro eu aprendi a importância de apreciar a minha própria companhia , sem me sentir sozinha.

Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.

 

Amei, perdi e fiz espaguete.

Giulia Melucci.

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Eu achei esse livro sem querer, enquanto passeava na bienal do livro e na verdade, eu nem tava mais na fossa. Estava em um estande da editora record, quando dei de cara com esse livro. Lembro que minha amiga disse que parecia ser legal e quando eu li as criticas dizendo que era um ” sexy in the city da cozinha” eu desanimei poque não sou fã da série, desculpa!

Mas eu levei porque achei muito interessante a ideia e não me arrependi.

Giulia é uma menina italiana que sempre tenta ” fisgar o homem pela barriga.” e sempre se mete em encrencas. O livro é ótimo para relaxar e pensar, Meu Deus, já tive um desses.

Você se envolve com a personagem e cada decepção e uma nova e maravilhosa receita.

Tentei fazer algumas , mas não herdei os dotes culinários da mamãe e do papai. Ficou tudo pro meu irmão. Maaas tenho uma amiga formada em gastronomia e emprestei esse livro a ela, sem segundas intenções. Juro!

Eu amei esse livro , pois ele me divertiu tanto, me identifiquei com ele e tentei brincar de master cheff em casa.

Afinal, quem nunca se afundou na comida, pra esquecer um coração partido né?

Boa leitura e bom apetite!

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